A irresistível vitória do desejo

Um dia você acorda e alguém te obriga a devolver os estóicos à biblioteca e voltar a ler, não sem remorso, a irresistível vitória do desejo, nas páginas rodriguianas… A vida como ela é…. e sim, ela é.

Sempre foi. Sempre foi uma vida sedenta de paixão, onde os declives que entro de tempos em tempos, são só os espaços imutáveis que tento encher de uma lucidez abstrata e inalcançável.
A lucidez de um coração em eclipse, que logo se cobrirá de sombras, nos intermináveis abalos cíclicos que me condenei quando pedi a Deus que a vida me soprasse suave… mas Deus estava de mau humor nesse dia, me mandou pro inferno.
Se arrependeu tempos depois, mas já era tarde, minhas artérias já funcionavam acima dos quarenta graus e minha dor dilatava-se, ansiosa por escutar meu tímpano explodir, só pra provar pra Ele que o amor não é cego, é surdo, manco e leproso.
Não se pode chegar a Deus sem transar com o Diabo, não existe amor sem implosão… um desejo e dois suspiros, o suficiente para acionar o detonador… ai ai… a vitória do desejo, sempre mais irresistível que a dor.

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