As três punhetas da santa trindade

Bato três punhetas todas as quintas antes de ir à missa. Não, não é nenhuma igreja nova é a boa é velha igreja católica, apostólica, pederasta, romana.

Sei lá, me dá tesão aquele lugar. O teto alto, as velas, a escuridão, aquela gente pesada com cara de mal fudida de mal amada… não que eu também não seja, mas pelo menos não vou alí em busca de perdão… vou por tesão, por emoção, aventura.

Pra mim é sagrado. As três punhetas da santa trindade antes de ir pra igreja. Uma hora antes de sair de casa bato uma pro pai outra pro filho e a do espirito santo amém! Às vezes inverto a ordem, pra nenhum se sentir menos reverenciado que o outro, porque a primeira é sempre mais escaldante, e a última punheta é quase uma súplica!

Assim chego na missa tranquilo e me sento alí na frente, perto do altar.

Gosto de sentir o cheiro de mofo da batina do padre, e se não estou descarregado meu pau sobe na hora.

Nada me dá mais tesão que cheiro de batina. É um cheiro agudo, um cheiro de grito mofado com gozo seco, um cheiro de guardado, de segredo… Nossa! Esse cheiro de segredo sagrado me excita dignamente… me envolve, me banha, me purifica a alma e me alicia o corpo, fazendo com que eu precise viver esse momento todas quintas à tarde.

Um dia, já um pouco entediado, pedi ao padre um horário para confissão. Ele disse sussurrante:

– Claro meu filho, fique na próxima semana depois da missa – e eu quase gozei alí, no pé do padre! Aquele sussurro e o cheiro de gala da batina… meu Deus!

No dia da confissão estava ansioso como menino no puteiro. Não bati três, bati cinco punhetas pra poder ir à igreja naquela tarde. A quarta dediquei a Maria e a quinta a Baltazar.

Conforme combinado, depois da missa me dirigi ao confessionário, estava tranquilo, depois das cinco punhetas sentia que estava tudo sob controle.

Me ajoelhei e esperei com a cabeça baixa. Ouvi a janelinha de madeira do confessionário se abrindo e quando percebi aqueles olhos eclesiásticos me brechando lá de dentro um frio me percorreu a espinha e senti meu ânus começar a suar. Dali pro meu pau ficar duro foi só questão de ver sua santa mão fazendo o sinal da cruz… em nome do pai do filho do espirito santo… Não consegui mais me controlar, quando ele disse amém, tive que me levantar e sair correndo, a gala já escorria pela minha perna e ensopava minha calça, havia ejaculado de joelhos na presença de cristo! Entrei no primeiro bar que vi pela frente, corri pro banheiro, levantei toda tampa do vaso sanitário e meti meu traseiro na água enquanto apertava a descarga varias vezes seguidas. A água corrente do vaso me acalmou o ânus e lavou meu pau já mole e cansado com a via crucis.

Me sequei com papel higiênico, de costas pro espelho e respirei aliviado, foi uma gozada ousada, tensa mas louvável. Não poderia cometer o sacrilégio de seguir vivendo sem tentar, as liturgias me fascinam!

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