Vomita que passa

Pode vomitar.
São meus restos aí no seu estômago.
Nada é mais indigesto que o amor… eu sei meu bem, já colapsei muita gente, esse martírio eu sei de cor.
Vomita que passa.
Mas vomita com vontade, até chegar a bilis, depois a espuma e por fim o vento.
Quando estiveres vomitando vento já está quase no fim.

Te avisei tantas vezes. Até pedi que me matasse. Lembra? Você não quis me ouvir. Afaste-se. Alertei.

Agora o único que me resta é manter-me a essa distancia. Para que você volte a entender a vida sem mim. Ela é bela também. Bueno… é o que dizem…

No fim das contas tudo é sobre o amor. Sempre. O ódio sempre foi uma nuance. Esse ódio que se alojou aí, em ti, tem mais amor do que você possa perceber. Mas vai passar… você que é espirita, já deve ter ouvido o Chico discursando em nome do tudo passa.

Gostaria de te dizer tudo isso… mas viu o que acontece se te desbloqueio? Não posso receber esse teu ódio, tens que se resolver com ele.

Enquanto isso fico por aqui, dissolvendo minha culpa nessas linhas, porque o perdão que te pedi não te alcança ainda… mas sei que um dia chegará. Cada um se cura como pode…

 

4 comentários em “Vomita que passa

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