Coração baldio

Não quero mais o amor. Quero uma paixão em cada porto. Quero ilusões, sonhos e toda espécie de delírio consciente. Quero não ter mais dúvidas da finitude das sensações nem da eternidade das experiências. Quero obter e nunca mais ter… nem a mim nem a mais ninguém. Quero ser a mão que prepara o café e depois abre a porta do adeus. Quero dois dedos de prosa. Quero a cama. Quero as rosas…

Quero que a vida me possua, me morda me rasgue e depois me abandone nua em mim mesma e que volte uma semana depois, e me obrigue a pedir perdão, e que de joelhos, me escute pedir mais!

Quero, só quero, não desejo, apenas quero. E enquanto a vida lambe minha nuca, espero.

Espero deitada que a próxima paixão enfim me mate. Que a próxima paixão seja maior e mais forte que a teimosia de meu coração baldio. Aller!

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