Como não amar um “eu te amo”?

Amor…

Como não amar um “eu te amo”?

Como não se deixar preencher por esta que é a declaração mais sublime e mais fecunda que marcou a existência de nossas andanças por esta terra?

Amar!

Como disse minha linda: eu simplesmente amo!

Sem motivos, sem porquês, sem frescura…

Amo-te, princesa de Belém,

Amo-te por todos os momentos que pensei em ti desde criança, quando ainda deixava aflorar em mim meus instintos mais primitivos e não conhecidos, e admirava em ti toda a independência, toda a sua “modernice”, todo o seu “prafrentex”…

Mina de Sampa…

Amo-te, por poder ter tido contigo um passeio tão lindo num tempo tão recente, onde eu, extasiado, via materializar diante de nós um passado tão distante, na beira de um rio, numa cumplicidade de planos, de um presente escondido à uma linda senhora, e ali, naquela mesa, naquele bar, confissões e momentos foram divididos e assimilados, e uma porção maior de amor por ti tomou minha alma.

Mas agora como iguais…

Me senti formado na graduação.

Com o canudo – no perdão da palavra…

Interessante como a vida em seu amor funciona…

É belo…

Desejos de criança sempre são estranhos e acanhados, mas pela carga de vida que tenho hoje – e essa sinceridade sempre me coloca em muitos apuros [mas sou poeta, nada posso perante isso], vejo que aquilo, dentro da psicologia e da ontologia amorosa, sempre foi verdadeiro e humano.

O homem sempre ama os mistérios.

Eis a nossa trilha.

Eis onde estamos.

E não tendo nada além de imaginação para ter a ti em mim, preenchi com aquilo que mais me acalentava, mais me deixava irradiado, e ouvindo somente estórias a teu respeito, sempre muito longínquas, tornei este conto de fadas muitas vezes fenomenalmente grandioso, e não há palavras para dizer o poder da imaginação de um pisciano, moleque, atrevido e descobrindo do que a vida é feita.

Existe um problema em encontrar um amor quando se tem a alma tão funda quanto a nossa, quando se visitou aposentos que poucas pessoas têm coragem e curiosidade – e deleite – de viver.

Aprendi que na vida, as coisas simplesmente acontecem, e quando você percebe, está envolto num mantra que de ti se apossa e te toma, e aquilo que vem ao seu encontro, na verdade, não te deixa opção, então, simplesmente acolher e dar vazão, é o que de mais sábio podemos fazer.

O amor, em sua linda jornada, brinca conosco em seu amanhecer, e pelos vales da insensatez, nos sentimos sendo levados às mais estranhas sensações e desejos – e sim!, temos medo destes desejos, muitas vezes não puros, no linguajar social da palavra – e muitas vezes não captáveis, mas não podemos dizer que não sabemos do que se trata, pois aquilo que nos consome é aquilo que nos faz verdadeiros, e aquilo que professamos do telhado é o que nos torna reais.

Sempre te amei!

Amar é uma condição humana – já disse isso diversas vezes – e é tão bom amar, que a cada esquina fico apaixonado – completamente – por uma pessoa que vi apenas uma vez e nunca mais verei, e neste mar em ressaca, as ondas escuras, altas e barulhentas, são como Tchaikovsky a cantar em meus ouvidos, e com Schopenhauer tagarelando em sua Metafísica do Amor que isto é somente a vida querendo se afirmar.

Te amo!

E o amor só pode ser unilateral.

Ele nunca espera retorno.

Ele simplesmente vai!

por Diego Strauss.

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