Da morte nasci

hoje de manhã quando vomitei meu coração pensei que meu corpo perderia a força, despencaria ao solo e agonizaria até que os olhos fechassem e a respiração cessasse… mas não, a vida persiste, aguda e chorona, soberba e gananciosa querendo mais e mais e mais…

sem coração, algo me toca o céu da boca… meu medo se aterroriza diante do vazio onde o eco grita baixinho: bem vinda ao ponto de Kafka… não tem mais volta…

algo me toca o céu da boca e percebo que sou a reinvenção do improviso, o delírio o sonho… sou qualquer espaço vazio entre a cortina e a janela, entre seu mundo em branco e preto e o meu cubo mágico de sete cores…

algo me toca o céu da boca e descubro que o punhal que cravastes em minhas costas enquanto dormia era seu próprio medo… aterrorizado… apunhalando a própria alma…

enquanto algo me toca o céu da boca me lembro que da morte nasci e da morte nascerei quantas vezes for parida…

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