Não é preservar-se, é doar-se!

Nunca falei a verdade sobre mim. ninguém sabe quem sou além das teclas desse teclado.

Não, não é pra preservar-se é justamente para doar-se. Quem me aceitaria se soubesse o que sou?

suicida sádica melancólica desiludida…

Me visto dessa alegria pra ser levada aos jardins dos palácios, pra comer nos banquetes, pra ser cobiçada nos bailes… senão, estaria num manguezal, disputando a comida lado a lado com os caranguejos, deixando só os olhinhos pra fora com medo dos humanos.

suicida sádica melancólica…

Me abstenho de companhia, não porque não goste das pessoas, adoro vultos, mas preciso confessar a mim mesma meus crimes e olhares externos talvez me inibissem.

suicida sádica…

Não existiu ser, que eu não enganasse com meu sorriso. Não existiu ter, que não sofresse com meu juízo volátil. Por isso me retiro e os privo de entrar nesse labirinto de luzes.

suicida…

Me engulo pra não ter que vomitar-me mais em ninguém. Me deterioro e me defeco bem em frente as grades de sua moral… enferrujadas por sua vida suja… bem alí, no largo das Palmeiras. Para que nunca encontre o que sobrou.

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